
Agora já perdida toda utilidade O velho telefone Já não serve mais Para contar segredos, alegrias, amores, medos. Também não tem memória E serve apenas Como lembrança de glórias Que ninguém sabe quais são. É uma peça de museu: Feito você e eu- Como o amor que se perdeu- Tão-somente um objeto do passado A quem se dá um olhar Distante e desinteressado.