terça-feira, 30 de outubro de 2007

Sem despedidas II





Estas cadeiras assim vazias
Estas cadeiras tão bem dispostas
São como se fossem meras amostras
Da minha alma também tão vazia.
Até penso que das prateleiras
Devem pender minhas melancolias
E que a flor solitária lá no vaso
Deve ser de imitação somente
Afinal sem você nem por acaso
Pode ter vida em tal ambiente.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Perpectivas ?



Há coisas que não entendo
E que nunca entenderei.
Um dia você foi embora
Dizendo que me amava
E o caos implantou em tudo
Até no que eu pintava.
Meus quadros tão naturais
Transformaram-se em borrões
Idealizava uma paisagem
Caíam raios, trovões...
Há coisas que não entendo
E que nunca entenderei.
Você não deu mais notícias
E fiquei assim tão zen
Que todas as minhas telas,
De perspectivas, ficaram sem.

O encontro da Imagem com a Palavra.

Minha foto
A fotografia interagindo com a poesia...num encontro triunfal.