quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

o dom de pintar





Bem que quis entender, a gravura,
 ò criatura de Deus,
Mas, devo dizer, que se um moinho
aos olhos me parece,
antes de ser Dom Quixote
faço uma prece,
a quem sabe  tão bem pintar
que os olhos chega a enganar
e, com duas ou três pinceladas,
cria um mundo do nada
e nos faz ter a ilusão
de que as coisas não são
como são.

o destino dos peixes e peixinhos





Nem todos os peixinhos são iguais
pensava um japonês lá em Xangai-
sonhando em pescar no Havaí. 
Nem de peixe me ocupava por aqui
e meu sonho de consumo é ir pra Grécia
quebrar pratos e dançar ao anoitecer.
Mas, ao receber um peixinho de você,
tão fofinho de xadrez vermelho,
me convenci de que a vida é um espelho
que se compraz em nos desentender.
Nós somos os peixinhos
mais unidos que há,
que insistimos em nos desencontrar,
no mesmo aquário
sem nos perceber.

O encontro da Imagem com a Palavra.

Minha foto
A fotografia interagindo com a poesia...num encontro triunfal.