terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Pormenores







Atravessei contigo as ruas de Ipanema
E a tarde luminosa
Parecia de cinema
Quando me destes a mão...
Não sei se tremíamos
Por causa do vento,
Ou do momento,
Quando começou a chover..
Pensei que poderia morrer ali,
Mas, pedi a Deus que nos deixasse
Viver, pelo menos, um pouquinho mais...
E o barulho dos nossos corações,
Que batiam aceleradamente,
Me deu medo de que todos
Os passantes soubessem
O que, inevitavelmente,
Nós íamos fazer...
Tanto era o prazer.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Aceitação





Há um tesouro mais que precioso
Muito além de tudo que posso ter agora.
Há, sei que há.
E minh’alma que tenta se enganar,
Com arrodeios em volta de outras miragens,
Inconscientemente se conscientiza,
Alma errante e pecadora,
Com o recado que vem da brisa,
Com o perfume que vem do mar
Que o tempo há de chegar.
Por enquanto, só nos meus sonhos,
Nos meus sonhos mais profundos,
Vejo a silhueta da mulher
Num pano de fundo
De espuma, céu e mar
E, suspiro, um suspiro bem fundo,
De quem tem vontade de amar.
É só uma questão de tempo.
Uma questão do vento me levar.
Uma questão de aceitar
O inevitável.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Toada




Seu rei mandou dizer
Que a rainha não morreu.
Quem pode morrer de amor
Sou eu,
Sou eu.

Faz tempo que tô tocando
Esta boiada de boizinho azul
De sul a norte
De norte a sul
Sem achar o amor no meu caminho.
Chega, meu amor,
Chega logo.
Devagar, devagarinho...

Faz tanto tempo
Que toco a boiada
Que até os bois
Não são mais iguais
Ficaram azuis, azuis demais
Até parecem passarinhos.


Eh!Boi!Eh!Boizinho!
Ser tão azul é bonitinho,
Mas cansei de estradas
E de caminhos
Só quero amor, carinho e vinho.

Seu rei mandou dizer
Que a rainha não morreu.
Quem pode morrer de amor
Sou eu,
Sou eu.

O encontro da Imagem com a Palavra.

Minha foto
A fotografia interagindo com a poesia...num encontro triunfal.