

Unidas eternamente
numa proximidade tão distante
De barro, areia e água
As esculturas pareciam tão humanas
que tive ímpeto de acariciá-las.
Depois, pensei melhor,
E vi que, como nós dois,
Haviam, na verdade, ali, prisioneiros
eternos
E toda minha ternura foi embora
Com a constatação de que as figuras
Só reproduziam a solidão humana.