
Não há sol
Nem garganta
Nem futuro
De toda sombra, do escuro
Só emerge o som...
Da música é que há de vir
As palavras, o perdão, o amor...
Pode ser que não seja
Belo como a flor
Pode ser que corte
Como a faca ou a navalha.
O importante é que valha
Como valeu o nosso amor.
O importante é que seja cor de rosa,
Verde, amarelo, quem sabe azul
E brote, como o Cruzeiro do Sul,
Fazendo luz
Sendo o berço da alegria, da beleza e do prazer
E com a energia e a vida
Que só o Garganta do Sol no Futuro
Pode nos trazer.
A garganta canta
O sol
Que, no futuro, há de brilhar
Como só os videntes podem ver.