
Há entre nós a sombra, a inevitável sombra de um tempo que não voltou. Como um cálice partido a magia que havia, agora recomposta, mostra os pedaços e tudo parece sem o mesmo brilho sem a mesma cor até mesmo o amor. Pode-se dizer, como recurso, que, afinal, o que vale é o líquido. Pode ser... Mas, infelizmente, mesmo o sabor, pode crer, foi perdido ou é mesmo a língua que não sente mais o sabor antigo. Nem o maio é o mesmo. Nem eu, nem você, nem o amor, nem o prazer. E, no entanto, era tudo que queria ter.